CQC na televisão, especial eleições. Assunto dominante na sociedade brasileira nos últimos dias, a eleição acende opiniões em todos os cidadãos brasileiros. Não sabe o que conversar com a mãe, com a tia ou com a guria que tu ta afim? Pergunte sobre votos. Sobre candidatos. Comente como é ridículo o Tiririca. Vai ser fácil engatar um assunto.
E mais, todas as opiniões geralmente convergem para a de que o Brasil está perdido, isso é Brasil, quem que votaria no Tiririca??, ou expressões do gênero, sempre denegrindo o país como um todo. Indignação, beleza. Mas não podemos diminuir o pensamento de outras pessoas, mesmo que não concordemos. Isso é democracia. Ainda que a democracia não seja democrática, e não deixe nós escolhermos se queremos ou não votar, temos que respeitar opiniões divergentes.
Além do que, na verdade não sabemos se Tiririca, Romário, Danrlei, Bebeto, enfim, a lista é grande, farão um bom governo. Claro, a tendência é que não façam, já que não são preparados academicamente ou então com algum tipo de atuação prática para o assunto. A necessidade de preparo e estudo atualmente é gritante, mas não só aos postulantes políticos. Esse, basicamente, é o problema do Brasil. Todos esses candidatos concorrerem é pluralidade. Agora, precisamos de unidade na questão de preparo e estudo do eleitor.
O cenário atual demonstra que a educação pode mudar a política brasileira. Os votos direcionados ao Tiririca, por exemplo, saem em sua maioria da falta de instrução. Se toda a população brasileira fosse letrada, ótimo, não teríamos do que reclamar, e apoiaríamos o Tiririca. Assim como o palhaço, os ex-jogadores que foram eleitos ocuparam espaço significante da mídia antes de se tornarem deputados, e para o público não instruído, isso basta.
Mesmo que isso não aconteça apenas com as camadas mais baixas da sociedade - por exemplo, Ana Amélia Lemos só foi eleita senadora pela credibilidade dela de anos como jornalista política - o caminho a ser seguido tem de ser esse, o da instrução. E tenho certeza de que se aqueles que elegeram Tiririca pudessem olhar para trás depois de estudo e leituras, ou só leituras, mudariam seu voto. Não pela figura do marido da Florentina, mas sim pelos deputados que ele levou em suas costas, e porque política requer preparação.
Agora, falta só os preparados.
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