segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

CotidiaNunca pelo Velho Continente

A partir da próxima quarta feira, dia 2 de fevereiro, o blog CotidiaNunca continuará a sua busca por uma melhor leitura da sociedade, proporcionando, consequentemente, uma melhor leitura para você, mas dessa vez na Europa!

Durante 21 dias, o blogueiro Gustavo Schwetz (eu mesmo) escreverá textos exclusivos sobre as cidades pelas quais passar. Esqueça os clichês! A Torre Eiffel e o Coliseu serão meros figurantes nos próximos posts...

Fique atento!

CotidiaNunca - A Europa como você nunca viu!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Quando menos esperamos

Você já teve aquela impressão de que as coisas ruins acontecem sempre na véspera de algo muito aguardado? Pois bem. Viajarei em menos de uma semana para a Europa. O famoso Mochilão, tão praticado pelos jovens nos últimos anos. Em uma inocente partida de futebol, eis que acontece aquilo. Aquilo que não precisava acontecer, aquilo que não deveria acontecer, aquilo que não poderia acontecer.

Em uma divida, queda brusca. Resultado? Fissura na costela. Coincidência? Tudo bem, vamos para outro exemplo.

Uma das amigas que viajará comigo. Noite de formatura, todos se divertindo. O que pode acontecer em uma festa tão inocente? Escorregão, seguido de muita dor. No dia seguinte, após uma bateria de exames, descobre-se o rompimento de um dos ligamentos laterais do joelho. Diagnóstico: 40 dias utilizando uma joelheira, evitar ao máximo o esforço físico, tentar não ficar em pé por muito tempo.

Isso está longe de ser uma reclamação, afinal, a Europa nos espera! Não são lesões casuais que impedirão a curtição ao extremo. Muitos pensarão no famoso olho gordo. Eu prefiro pensar que coisas desse gênero acontecem com quem curte a vida, sem pré ocupações. Termino esse texto com a famosa frase: Shit Happens...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O relato de quem foi ajudar o Rio de Janeiro


*JOANA AMORIM, ESPECIAL

Éramos três pessoas vindas da cidade do Rio de Janeiro, três voluntários, com uma médica entre nós. Em comum a vontade de ajudar, uma ambulância carregada de remédios, alimentos, água mineral e roupas. Partimos com destino a Nova Friburgo, a cidade mais devastada pelas chuvas.

Na estrada, o que se via eram carros identificados de voluntários, caminhões e vans cheios de doações. Isso mostra um crescimento na consciência solidária da população, o que nos deixou muito contentes. Afinal, o povo brasileiro unido em prol de uma causa nobre é realmente algo lindo de se ver.

Chegando na cidade, a primeira sensação é de olhos lacrimejantes e nariz coçando, afinal, o que mais se vê na cidade é poeira. A maioria das pessoas, isso para não dizer todas, usam máscaras. Quando falo isso, você pode imaginar do guarda de trânsito até as crianças na rua.

Primeira parada foi em um posto que recebe as doações no centro da cidade. Fomos muito bem recebidos pelo pessoal do corpo de bombeiros do RJ. A simpatia típica do carioca na hora de ajudar estava presente. Tiramos as doações da ambulância e separamos tudo no posto.

Sentamos no chão do posto de doações para ajudar na separação dos medicamentos, conforme o princípio ativo de auxiliar o pessoal a separar o que, para eles, não seria útil por lá. Dali saem os medicamentos que vão para os hospitais e centros de atendimento aos desabrigados.

Depois do trabalho, os voluntários nos convidaram para almoçarmos junto com eles. Uma comidinha honesta: strogonoff, arroz e batata palha, com coca-cola. Enquanto isso, o papo foi sobre a situação da cidade e fomos perguntando onde poderíamos ser úteis.

Após o almoço, como “cachorros magros”, partimos com destino a prefeitura da cidade com o objetivo de tentar encontrar um local onde a ambulância e os voluntários (nós) pudessem ajudar.
Informaram-nos um hospital, porém, quando chegamos lá, a decepção. Existiam várias ambulâncias iguais a nossa. Conversamos com o pessoal e eles disseram que tinham ajuda suficiente já para o final de semana.

Por isso, decidimos dar uma volta pela cidade, falamos com comerciantes da região, fomos extremamente bem tratados, o pessoal está muito preocupado, pois os clientes sumiram. Estão oferecendo descontos ótimos e a estrada não oferece mais riscos. Entretanto, vimos algumas cenas que foram chocantes, como um morro que desabou sobre duas casas e as pessoas estavam por perto limpando o local com funcionários que deveriam ser da prefeitura e um caminhão retirando entulhos. Nessa situação, pensamos: tantas vezes reclamamos tendo tudo o que precisamos. Imagine como é a vida para essas pessoas?

A ida para Nova Friburgo não serviu para ajudar diretamente como havíamos planejado, mas fizemos a nossa parte entregando as doações, principalmente os remédios. A saúde das pessoas fragilizadas da cidade será uma preocupação para o país nos próximos meses. A cidade está debaixo de muita poeira. Que Deus proteja as vias respiratórias dessas pessoas! E que elas tenham força pra colocar suas vidas no lugar.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Desabafo por um Rio de Janeiro melhor

É muito difícil escrever sobre uma tragédia no conforto de uma sala com ar condicionado. É impossível compreender o sentimento de milhares de pessoas que perderam as suas casas, os seus familiares, tudo, em questão de segundos. A maior tragédia climática já presenciada no Brasil comove o país inteiro, mas isso não é o suficiente.

Às vezes, a reflexão dos fatos pode trazer mais resultados. E isso pode sim ser feito em qualquer ambiente. Eu gostaria de saber em que momento morar em morros tornou-se algo comum para o governo brasileiro. Os anos passam, as tragédias aumentam de intensidade, o número de mortos dobra e ninguém faz nada. O que aconteceu em Angra dos Reis, há exatamente um ano atrás, parece não ter servido de alerta. Pois bem. Ninguém fez nada, tudo foi esquecido com um belo Carnaval e, um ano depois, o foco volta a ser o Rio de Janeiro, dessa vez com consequências ainda mais desastrosas. A população aumentou, não temos o que fazer, é necessário se adaptar aos morros irregulares, com possibilidades constantes de desabamento. Como isso pode justificar a morte de mais de 500 pessoas em menos de uma semana? Como isso pode amortecer a dor da perda de um ente querido, derrubado pela revolta da natureza? É muito superficial. Chega a ser desumano.

E o homem é culpado duplamente por essa tragédia. As inúmeras campanhas realizadas ao longo da última década, que tentavam alertar a sociedade e o governo a respeito do aquecimento global, não surtiram efeito. A sustentabilidade virou moda. A ecorresponsabilidade não passa de uma tendência. Mudança brusca de comportamento e de consciência? Quase nada. Está mais para uma amostra à sociedade de como o indivíduo se preocupa com o mundo em que vive. Enquanto isso, o calor aumenta, as tempestades se intensificam e o caos parece inevitável. É triste ser pessimista dessa forma, mas não consigo encontrar esperança nos governos e, o que é pior, nas próprias pessoas.

As tragédias podem ser úteis, se jamais esquecermos delas. O que está acontecendo no Rio de Janeiro, hoje, amanhã poderá acontecer em qualquer outra cidade do mundo. Por isso, a cobrança de toda a sociedade é fundamental. É possível mudar este cenário? Não há dúvidas. Tudo depende da vontade do ser humano.

Infelizmente, nesse momento, parece que comodismo é a palavra de ordem.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Frases para mudar o seu dia

Existem momentos na vida em que apenas uma frase de sabedoria torna o dia um pouco melhor. a partir dessa ideia, selecionei cinco citações, famosas e desconhecidas, que podem contribuir para essa melhora.

Espero que gostem!

"É fácil ser diferente, difícil é ser melhor"

Jonathan Ive

"As pessoas que vencem neste mundo são as que procuram as circunstâncias de que precisam e, quando não as encontram, as criam"

Bernard Shaw

"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível"

Mahatma Gandhi

"Um homem não está acabado quando ele é derrotado, mas quando desiste"

Richard Nixon

"Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida"

Provérbio chinês

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Um dia de Chuva

Em dia de chuva, não são apenas as nuvens que ficam mais cinzas. Parece que cada pessoa que enxergamos na rua está com uma espécie de fumaça acima da cabeça. Ninguém que mora em uma cidade industrial é feliz quando está chovendo, com exceção daqueles que não precisam sair de casa. Nesse caso, não existe nada melhor do que o barulho da chuva caindo.

Não recrimino a infelicidade momentânea dos cidadãos durante este dia. Entretanto, não deixem de ser cidadãos por isso. Os únicos culpados por estes fenômenos climáticos desproporcionais são os próprios fenômenos climáticos. Está certo que também temos a nossa parcela de culpa. O aquecimento global existe em grande parte por nossa falta de consciência. Mas este é um assunto muito complexo para ser tratado em um texto sobre os obstáculos gerados por um dia de chuva.

Os ônibus lotados com cheiro de pano molhado transformam as pessoas. Parece que todos buscam um culpado para ser descontado pela situação desagradável. Aquele infeliz está em pé está impedindo a minha passagem de propósito. Não porque os ônibus comportam a metade do número de indivíduos presentes naquele momento dentro do veículo. Ele está ali, impedindo a minha passagem, apenas para atrapalhar a minha vida, que já não é boa!

Não agüento mais esse trânsito. Também, olha quem está na minha frente! Um velho que não sabe mais dirigir, um jovem que deve ter comprado a carteira, uma mulher que também não sabe dirigir, um careca por ser careca. Não importa quem está na frente. Ele sempre será o grande culpado pelo engarrafamento.

As situações descritas acima parecem absurdas, mas são reais e acontecem com todos nós. Procuramos sempre um culpado e, muitas vezes, nossos vilões são tão vítimas quanto nós.

Aos meus Heróis

Eu já conheço essa música há algum tempo e, até hoje, não consigo entender como ela não virou sucesso absoluto. Assista ao vídeo abaixo, preste atenção na letra e entenda o que estou dizendo!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Mais um dia de trabalho

Sabe aquela sensação que se tem após o dever cumprido? Não é o alívio ou a comemoração. Estou falando da espera pela próxima atividade.

Tive uma manhã daquelas. Cheguei às 07h30 em meu local de trabalho. Tenso, nervoso. Um anuário, no qual trabalhei durante os últimos dois meses, seria finalmente avaliado. A direção não fazia ideia do que havia sido feito até então. Fotos coletadas o ano inteiro. Todas fotografias das atividades realizadas em um colégio com 700 pessoas deveriam estar presentes e, melhor ainda, legendadas.

A cada minuto que passava, o nervosismo se aproximava. Os últimos detalhes eram intermináveis. O tempo se esgotou. O trabalho estava concluído. Durante a reunião, a tensão foi desaparecendo até que, uma hora e meia depois, o êxito finalmente pode ser sentido pela minha pessoa. A batalha de um dia inteiro fora recompensada durante aqueles minutos, nos quais me senti uma pessoa relevante.

Novos projetos foram traçados para a minha área. Maravilha! A ansiedade para iniciá-los em seguida tomou conta. Existe algo pior do que a expressão “mais para o meio do ano” quando temos vontade de começar algo imediatamente? Pois bem, foi isso que ouvi. Um sentimento misturado me incentivou a escrever este post.

Alegria pela pequena folga após a finalização de um trabalho, tédio pela sensação de inutilidade presente novamente, loucura por estar pensando nisso, visto que, ainda pela manhã, eu estava com a corda no pescoço. Ficarei com a terceira opção, esperando sempre por novos desafios.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Jogo da Vida

Começo de ano tranqüilo, na praia? Que nada! Porto Alegre, sensação térmica de 40 graus e estágio com turno dobrado. Estes fatores dificultam um pouco a produção do blog. Entretanto, eu jamais deixaria meus leitores completamente na mão.

Existem algumas certezas que giram em torno de um início de ano. Especulações falsas sobre contratações de jogadores, o calor (já citado) e mais uma edição do Big Brother Brasil. Junto com a última certeza, muitos debates são colocados em pauta em salas de aula, escritórios ou no próprio ambiente familiar. Será que é tudo armado? Como não lavar a louça ou não contribuir para a realização do almoço pode gerar brigas tão intensas?

Se você já morou com pessoas parcialmente ou completamente desconhecidas, saberá que sim, isso acontece. Eu não estou dizendo aqui que não existe manipulação de votos, que nenhum participante interpreta um personagem. É evidente que isso existe. Mesmo assim, a convivência com pessoas diferentes, em algum momento, desgasta.

Quem tem mania de limpeza, em algum momento, reclamará com aquele que não se preocupa em limpar a privada. Este, por sua vez, só consegue dormir quando há silêncio e, em algum momento, não suportará mais o piadista com insônia. E assim por diante. É inevitável. As relações humanas são muito complexas. Este fato, aliado ao estresse gerado pela falta da família, além daquilo se tratar de um jogo, faz com que as brigas, assistidas por uma gigantesca audiência, sejam, sim, autênticas.

O Big Brother Brasil nada mais é do que o jogo da vida. Todas as emoções humanas podem ser encontradas nos participantes. Em alguns, mais, em outros, menos. Assim como na vida.

Quem está falando isso passou seis meses em Dublin, morando com outros cinco desconhecidos em um apartamento. Existe um mínimo embasamento gerado por esta convivência!