Ok. Estou em "alta". Pronto para a próxima! Até parece...
Mais torturante do que a fisioterapia inesgotável, pior do que negar uma partida de futebol que, quando você está bem, nunca acontece, é o pós. Junto com essa palavra, estão diversas inseguranças e poréns, que perseguem os antigos lesionados por boas semanas.
Os alertas, transmitidos 58 vezes por dia pelos demais membros da família, além dos famosos conselhos médicos, cujas palavras "devagar" e "calma" sempre estão entre as utilizadas, martelam na cabeça dos contundidos. Qualquer movimento que aparente gerar algum tipo de dor em um futuro distante, acaba sendo evitado.
Mas essa não é a pior parte. A vontade de voltar aos gramados, para a academia, aumentam a cada dia. E quando chega o momento da reestreia, decepção. Você não chega perto daquilo que já foi. Cansa em cinco minutos, não acerta os passes nem a goleira. Na academia, pior ainda. Aquela sensação de Tarzan Minhoca toma conta. Pesos reduzidos. A barriga do sedentarismo atrapalha os movimentos e a maldita lesão volta a incomodar.
Ficar parado é insuportável. Voltar a se exercitar é deprimente.
Parece pouco, parece banal. Sim, é. Mas relata uma situação cotidiana e este é o único pré requisito para os textos deste blog!
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