quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O médico liberou. E daí?

Lesões. Após meses sem praticar esportes, tendo o sedentarismo como grande companheiro, a chamada "alta", tão falada pelos doutores, tão comemorada pelos pacientes, pode significar muito menos do que ambos imaginam. Ambos não. Os doutores provavelmente sabem disso.

Ok. Estou em "alta". Pronto para a próxima! Até parece...

Mais torturante do que a fisioterapia inesgotável, pior do que negar uma partida de futebol que, quando você está bem, nunca acontece, é o pós. Junto com essa palavra, estão diversas inseguranças e poréns, que perseguem os antigos lesionados por boas semanas.

Os alertas, transmitidos 58 vezes por dia pelos demais membros da família, além dos famosos conselhos médicos, cujas palavras "devagar" e "calma" sempre estão entre as utilizadas, martelam na cabeça dos contundidos. Qualquer movimento que aparente gerar algum tipo de dor em um futuro distante, acaba sendo evitado.

Mas essa não é a pior parte. A vontade de voltar aos gramados, para a academia, aumentam a cada dia. E quando chega o momento da reestreia, decepção. Você não chega perto daquilo que já foi. Cansa em cinco minutos, não acerta os passes nem a goleira. Na academia, pior ainda. Aquela sensação de Tarzan Minhoca toma conta. Pesos reduzidos. A barriga do sedentarismo atrapalha os movimentos e a maldita lesão volta a incomodar.

Ficar parado é insuportável. Voltar a se exercitar é deprimente.

Parece pouco, parece banal. Sim, é. Mas relata uma situação cotidiana e este é o único pré requisito para os textos deste blog!

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