Reclamamos quando não temos tempo para nada, acusamos quando nossa vida torna-se ociosa. Enfim, nunca estamos satisfeitos.
Um bom exemplo desta afirmação é o tempo em que passamos no trabalho. Para mim, que trabalho com assessoria de imprensa, parece que há uma combinação entre as fontes de enviar pautas ao mesmo tempo. Ideias e mais ideias, à espera de uma solução criativa de divulgação, sempre com o objetivo de agradar ao público leitor. No fim do dia, lógico que alguma matéria secundária será esquecida. Nesses momentos, sai de baixo! Em casa, a vontade é de dormir durante as próximas 24 horas.
Algumas horas depois (muito, muito menos do que 24), volto para o local de trabalho. Os textos estão corrigidos. Basta colocar as matérias no site. A caixa de emails está vazia. Pendências? Nada. Maravilha. Cinco minutos navegando na internet, lendo as últimas notícias. Atualizo o Outlook. Nada. Dez minutos depois de conhecer todas as tragédias que assolaram o Brasil no dia anterior, mais uma tentativa de atualização. Nada. Que sentimento horrível! Um sentimento de inutilidade, não sei. Parece que a empresa poderia muito bem sobreviver sem a minha presença. Nem um textinho? Nada!
O tempo não passa, a agonia toma conta. Ainda faltam duas horas e meia para o final do expediente. A diretora convoca uma reunião. Será essa a salvação para um ócio sem fim? Um projeto gigante para a área de comunicação, inovador, multimídia. Deve estar pronto até o final da semana e todos os contatos precisam ser feitos ainda hoje. Quanto tempo ainda tenho? Duas horas...duas horas???? Não vai dar tempo. A entrevistada não atende ao telefone. Se o projeto não chega por email, como poderei executá-lo? A diretora está em outra reunião e não pode reenviá-lo no momento. Não vai dar tempo!
É muito trabalho para apenas uma pessoa. Eu não tenho como dar conta. As notícias para o site voltam a encher a caixa de emails. Como eu queria dormir 24 horas novamente...é o recomeço de um ciclo sem fim.

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