quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Jogo da Vida

Começo de ano tranqüilo, na praia? Que nada! Porto Alegre, sensação térmica de 40 graus e estágio com turno dobrado. Estes fatores dificultam um pouco a produção do blog. Entretanto, eu jamais deixaria meus leitores completamente na mão.

Existem algumas certezas que giram em torno de um início de ano. Especulações falsas sobre contratações de jogadores, o calor (já citado) e mais uma edição do Big Brother Brasil. Junto com a última certeza, muitos debates são colocados em pauta em salas de aula, escritórios ou no próprio ambiente familiar. Será que é tudo armado? Como não lavar a louça ou não contribuir para a realização do almoço pode gerar brigas tão intensas?

Se você já morou com pessoas parcialmente ou completamente desconhecidas, saberá que sim, isso acontece. Eu não estou dizendo aqui que não existe manipulação de votos, que nenhum participante interpreta um personagem. É evidente que isso existe. Mesmo assim, a convivência com pessoas diferentes, em algum momento, desgasta.

Quem tem mania de limpeza, em algum momento, reclamará com aquele que não se preocupa em limpar a privada. Este, por sua vez, só consegue dormir quando há silêncio e, em algum momento, não suportará mais o piadista com insônia. E assim por diante. É inevitável. As relações humanas são muito complexas. Este fato, aliado ao estresse gerado pela falta da família, além daquilo se tratar de um jogo, faz com que as brigas, assistidas por uma gigantesca audiência, sejam, sim, autênticas.

O Big Brother Brasil nada mais é do que o jogo da vida. Todas as emoções humanas podem ser encontradas nos participantes. Em alguns, mais, em outros, menos. Assim como na vida.

Quem está falando isso passou seis meses em Dublin, morando com outros cinco desconhecidos em um apartamento. Existe um mínimo embasamento gerado por esta convivência!

Nenhum comentário:

Postar um comentário