Sabe aquela sensação que se tem após o dever cumprido? Não é o alívio ou a comemoração. Estou falando da espera pela próxima atividade.
Tive uma manhã daquelas. Cheguei às 07h30 em meu local de trabalho. Tenso, nervoso. Um anuário, no qual trabalhei durante os últimos dois meses, seria finalmente avaliado. A direção não fazia ideia do que havia sido feito até então. Fotos coletadas o ano inteiro. Todas fotografias das atividades realizadas em um colégio com 700 pessoas deveriam estar presentes e, melhor ainda, legendadas.
A cada minuto que passava, o nervosismo se aproximava. Os últimos detalhes eram intermináveis. O tempo se esgotou. O trabalho estava concluído. Durante a reunião, a tensão foi desaparecendo até que, uma hora e meia depois, o êxito finalmente pode ser sentido pela minha pessoa. A batalha de um dia inteiro fora recompensada durante aqueles minutos, nos quais me senti uma pessoa relevante.
Novos projetos foram traçados para a minha área. Maravilha! A ansiedade para iniciá-los em seguida tomou conta. Existe algo pior do que a expressão “mais para o meio do ano” quando temos vontade de começar algo imediatamente? Pois bem, foi isso que ouvi. Um sentimento misturado me incentivou a escrever este post.
Alegria pela pequena folga após a finalização de um trabalho, tédio pela sensação de inutilidade presente novamente, loucura por estar pensando nisso, visto que, ainda pela manhã, eu estava com a corda no pescoço. Ficarei com a terceira opção, esperando sempre por novos desafios.
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