As notícias são recorrentes. A proximidade dos fatos é o que realmente assusta. Recebemos diariamente em nossas casas um bombardeio de tragédias. Atos de violência dos mais diversos. Assassinatos, assaltos, espancamentos, mortes. Entretanto, a partir do momento em que nos conectamos às redes sociais e descobrimos que um amigo foi covardemente violentado em uma festa, a situação foge completamente do controle.
Ninguém sabe dizer exatamente o que aconteceu. Sangue, desmaio, mais sangue. É tudo muito desesperador. O sentimento é de completa impotência. O choque inicial dá lugar ao medo de que o pior possa vir a acontecer. Chutou ele no chão, inconsciente, sem ter noção do que estava acontecendo. Um ser humano, teoricamente racional, teve coragem e frieza para fazer isso. O motivo? Nenhum. Como justificar o injustificável, ainda mais sem uma única justificativa? O primeiro golpe por trás, sem chance de defesa. A seqüência ocorre sem um oponente. Covardia, covardia, covardia.
Querendo ou não, são os momentos de fraqueza que sensibilizam e unificam os indivíduos. A oportunidade ideal para saber quem vale a pena realmente. A tecnologia, ao contrário do que muitos pensam, aproxima as pessoas. Mensagens e mais mensagens de solidariedade chegavam a cada segundo que passava. Estas demonstrações de amor comprovam que ele não está sozinho. Ele pode contar com os outros. Ele percebe, mais do que nunca, que pode contar com os de fé.
O começo de indignação e descrença na raça humana. Na certeza de que estamos no fim dos tempos, é substituída por um sentimento, presenciado em sua mais pura essência: amor. E qual é a essência do amor? Aquela união da qual nunca em nossas vidas devemos abrir mão: a amizade.
Lindo texto... eu já estava sabendo do ocorrido mas não sabia direito quem tinha sido espancado e qual o motivo..
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