quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Um pouco menos de ceticismo sobre a Brigada Militar

A vida é feita de experiências, tanto boas quanto ruins. Não que eu quisesse, mas a noite desta terça me reservou uma nova experiência. Uma daquelas que fica marcada, mas que também deixa pontos positivos. Depois de estacionar bem no final da Maryland, esquina com a Antonio Parreiras, eu e minha namorada saíamos do carro, por volta das 21h, quando dois homens nos abordaram. Surgiram do breu da esquina, sem que tivéssemos visto.

Talvez desatenção, talvez aquilo que tenha chamado atenção neste texto. Pediram a chave do carro, nos colocaram lado a lado e roubaram bolsa com carteira, celular e maquina fotográfica da minha namorada e minha carteira e meu celular. Entraram no veículo e se foram, nos deixando atônitos na calçada.

Estávamos os dois indo a aniversários no Mercado do Chopp, a uns 100 metros do ocorrido. Ela chorando, eu aliviado por nada maior ter acontecido, fomos para o bar. Pedimos um telefone, e menos de 10 minutos depois já havíamos acionado a Brigada Militar pelo 190. Com os dados do carro, a informação do roubo já estava no alerta das viaturas que circulavam na capital.

Enquanto isso, o contato com o seguro já havia sido feito. Estávamos nós na 13ª DP, fazendo o Boletim de Ocorrência, quando nos avisam que o carro havia sido resgatado, bem como todos os nossos pertences. Os dois ladrões estavam armados (o que me deixou mais certo ainda que não ter reagido foi o correto) e fugiram. Ou seja, fica ainda a dica para a galera estar atenta na noite de Porto Alegre.

Rumamos então pra 8ª DP, na Av. dos Industriários, bem mais aliviados. O susto passou, e recuperamos nossas coisas. Ainda que sejam isso, só COISAS, não é justo que alguém as tome de nós depois de um esforço feito para que as compremos.

O que fica de mais incrível na história é a sorte/competência (a velha frase, "quanto mais eu trabalho, mais sorte eu tenho", de Thomas Jefferson) da polícia de Porto Alegre. Eu, no momento em que saíram com o meu veículo, tinha certeza que nunca mais o veria. Era uma convicção: bom, agora a polícia não vai os achar, ou não vai querer achar. Diante dos muitos problemas que a Brigada Militar tem, saí menos cético em relação ao sistema.

Destaco também os dois soldados que estavam com o veículo, ambos tiveram tratamento exemplar conosco. Um chamava-se Ayub, o outro, infelizmente, não perguntei o nome. Falha, mas o reconhecimento dele está também aqui feito.

Tudo foi recuperado, meu carro estava em estado perfeito – há sempre a história corrente de que se os ladrões não o danificaram, a polícia pode fazer – e tudo foi recuperado, inclusive o dinheiro dentro das duas carteiras. Só não se pode ignorar o susto e o alerta: todo cuidado é pouco nas ruas de Porto Alegre. Algo foi feito. Mas há muito mais a ser.

Um comentário:

  1. Realmente, muito boa a iniciativa desse texto! Uma forma de gratidão, pois casos assim são raros e vocês tiveram muita sorte! É dificil ter uma crença firme no Estado e no poder público nos dias de hoje, mas existem ainda, pessoas realmente honestas prontas a ajudar o próximo!

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