Eu não gosto de bater muito na mesma tecla. Talvez eu até goste, mas nesse caso, são os fatos que me obrigam a falar novamente sobre esse assunto. A sensibilização gerada pelas redes sociais é algo impressionante. Os céticos podem recriminar o que vou dizer, afirmando que se trata mais de uma forma do indivíduo aparecer, afinal, quem não valoriza as atitudes nobres e politicamente corretas?
E quem se importa? Independente do motivo, as pessoas deixaram de se abster. Elas estão cada dia mais conscientes e crentes de que podem fazer a diferença no mundo em que vivem. Um menino estava desaparecido há mais de dois meses. A mãe, representante legal do garoto, estava desesperada. O pai, desequilibrado emocionalmente, havia buscado ele para passear, conforme a lei permite, e nunca mais voltou.
Policiais e até detetives estiveram envolvidos no caso. A situação se agravava conforme os dias se passavam. Não havia uma pista a respeito do paradeiro da criança. Até que um dia, inconformado com a estagnação na qual o caso se encontrava, um dos familiares resolveu criar um evento no Facebook, com a foto do menino. A comoção atingiu proporções inimagináveis. Manifestações de solidariedade brotavam de todas as partes do Brasil. A maioria delas de pessoas sem vínculo algum com qualquer membro envolvido no caso. Em apenas um dia, mais de 1500 pessoas “confirmaram presença” no evento.
Coincidência ou não, dois dias depois, o título e texto iniciais do anúncio desesperador deram lugar ao agradecimento familiar sem palavras para descrever a felicidade. A foto também foi modificada. Agora, o garoto estava em um aeroporto, abraçando a sua mãe. E dizem que a internet torna as pessoas mais frias...
Nenhum comentário:
Postar um comentário