
Era primeiro ou segundo dia de aula quando escutei falar sobre isso pela primeira vez. Tava tudo tão longe que o aceno de mão debochado e as críticas foram evidentes quando se tocou no assunto. Mas a verdade é que o TCC desde então virou um “medo” para todos os estudantes do ensino superior. Cinquenta páginas que pareciam ser a coisa mais difícil do mundo de se parir.
Não me leve a mal. Não digo que é fácil concluir o trabalho, ou que não seja necessário um sofrimento, com sacrifícios do aluno. Noites em claro, leituras complicadas, preocupação. Às vezes uma pane frente a uma página em branco do Word. Insatisfação com o que as teclas criam(“porra, não era isso que eu queria dizer, que merda de teclado”). Tudo isso acontece, invariavelmente. Precisa acontecer, é um trabalho longo e árduo.
Há que se entender a aflição dos escribas. O ponto final da conclusão da monografia será o ponto final de uma era de alguns anos. Uma vida, ou um início de vida, que deixa cicatrizes profundas no caráter, na personalidade e nas relações do restante da vida. Deu pra entender? Uma nova vida dentro da vida. Enfim. O que fica é que o TCC significa muito mais que uma formatura. Significa o fim de uma etapa.
Então, tccianos, quando clicarem no quinto botão da segunda linha do teclado, sintam-se orgulhosos. Uma etapa de estudos sobre sua profissão se encerra neste momento. Uma etapa de sua vida se fecha junto com o “você deseja salvar as alterações neste arquivo?”. Vocês cresceram.
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